Vozes Amarelas
Uma galeria online que dá espaço a mulheres artistas asiático-brasileiras que não encontram lugar nas instituições tradicionais. Resultado de quatro anos de pesquisa, escuta e construção coletiva, nasceu como meu TCC em Design Gráfico.
- Trabalho de Conclusão de Curso, UTFPR
- Quatro anos
- Design, pesquisa, UX e UI
- Claudia Bordin Rodrigues da Silva
A plataforma em movimento
Um filme curto pelas páginas do site, da galeria ao formulário de contato, no desktop e no celular.
Seis páginas, seis cores
Cada página tem a sua cor: escuro para a galeria, amarelo para a programação, branco para o acervo, azul para o projeto, azul-claro para o envio de obras e coral para o contato. O mesmo site funciona no desktop e no celular.

Quatro anos, passo a passo
2022
Onde tudo começou
A primeira semente da plataforma foi plantada em 2022, nas primeiras entrevistas qualitativas com mulheres asiático-brasileiras de São Paulo e Curitiba, que faziam parte de coletivos e movimentos artísticos e produziam conhecimento sobre o feminismo amarelo no Brasil. “Não adianta a gente falar para os nossos vizinhos, tem que falar pra todo mundo, tem que chegar em algum lugar que alguém de Tocantins vai ter acesso, porque tem representatividade asiática no Brasil todo.” Juily Manghirmalani
2023
O início
Em 2023, ainda como estudante de Design Gráfico na UTFPR, comecei o desenvolvimento do projeto como Trabalho de Conclusão de Curso. Vozes Amarelas foi o nome escolhido, e a motivação era criar um espaço onde mulheres como nós pudessem se reconhecer, contar suas histórias e ocupar a internet com suas próprias narrativas.
2024
Pesquisa e referências
O ano foi dedicado à pesquisa visual e ao aprofundamento metodológico. Analisei quinze museus digitais de diferentes partes do mundo, estudei padrões de web design ocidental e japonês e construí uma base sobre como apresentar produção cultural de forma acessível, sensível e politicamente coerente.
2025
Prototipagem e identidade visual
Em 2025 o projeto ganhou forma. A identidade visual nasceu de moodboards co-criados com sete mulheres nipo-brasileiras: Kaori, Mayumi, Naomi, Dani, Laura, Cássia e Viviane. Cores, tipografias, logos e elementos gráficos foram construídos a partir das personalidades, memórias e preferências delas.
2026
Lançamento
Depois de testes de usabilidade com oito participantes e ajustes finais com base nos retornos, a plataforma foi finalizada e tornada pública. O que começou como um trabalho acadêmico virou um espaço vivo, onde mulheres amarelas registram suas histórias, expõem suas obras e encontram outras como elas.
Testado com oito pessoas
Os testes de usabilidade rodaram no Maze, com participantes de 18 a 50 anos. Todos descreveram a interface como intuitiva, moderna e divertida de explorar, e a galeria animada da home foi o elemento mais elogiado.
- 4.5/5
- nota média de navegação
- 7/8
- entenderam a proposta sem que ela fosse dita
- 5/8
- não tiveram dificuldade no fluxo de envio
“Um projeto que fica dentro de um museu, com o propósito de dar visibilidade para artistas que nem sempre são reconhecidos como deveriam.”
- Etapas do envio mais claras
- A primeira tela do fluxo de envio agora mostra que é o início de uma sequência, e que a etapa da música é opcional.
- Um editor de história mais livre
- Digitar não exige mais escolher antes uma opção de formatação.
- Correções e legibilidade
- Botões com problema técnico foram corrigidos, o player de música foi reativado e a hierarquia tipográfica foi revista.
- 5
- entrevistas qualitativas com brasileiras amarelas e marrons
- 7
- mulheres que co-criaram a identidade visual
- 15
- sites de museus digitais analisados
- 4
- anos de pesquisa e construção




